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"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros". (Che Guevara)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um Vermelho duvidoso


A cor Vermelha ao longo da história tem representado um espírito de resistência das forças políticas combativas na causa popular. Tanto é verdade que as forças reacionárias de plantão nomearam alguns lutadores com o termo vermelho. Tipo, os Padres ligados à Teologia da Libertação, por diversas vezes foram chamados de Padres Vermelhos.
Entretanto, contudo, todavia, porém, em Altamira, o Paraíso Xiguara, o VERMELHO está nas mãos da burguesia, e não é de qualquer burguesia, é a mais AUTORITÁRIA e OPRESSORA da região.
Quem compreende o significado da simbologia para a luta popular, sabe do que estou falando. Ver os carros de uma elite mesquinha com bandeiras vermelhas estampando apoio à Domingos Juvenil (O Ditador) chega a ser uma afronta.
Observem que onde houve e ainda resiste um governo socialista, ali está hasteada uma bandeira vermelha. O Vermelho é intrinsicamente associado ao desafio, um símbolo de sangue derramado numa história de luta.
Eles nos oprimem, nos criminaliza e como se não bastasse, tomam nossos símbolos de luta.
Aqui em Altamira, não se pode desejar que a bandeira vermelha triunfe...
Por João Fernando

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Eleição 2012 em Altamira 4: Os Candidatos e as Cifras


Passeando pelo site do TRE, encontrei o DIVULGACAND, uma seção que mostra minimamente a vida pregressa dos nossos candidatos a prefeito e vereadores. Explicitando escolaridade, ocupação, e declaração de bens.
Penso que seria importante todos os cidadãos terem acesso a esse curriculum mínimo dos nossos prefeitáveis.  Primeiro pra ver o quanto eles acham que somos tapados. Para entenderem o motivo de minha colocação, observem a declaração dos bens de cada candidato:
·         O Ex-menino-pobre (Claudomiro): declarou um montante de  R$ 397.918,70.
·         O Sudanzeiro (Délio): declarou R$ 10.169.000,00.
·         O Ditador (Juvenil): declarou R$ 1.198.400,13.
Entenderam agora? Quem não tem noção de cifras, e de jogatinas políticas, contentam-se com esses números.  Já àqueles que conhecem o conceito de ‘laranja’, ‘caixa-dois’, e outras cositas mais, sabem que há outros valores intocados por aí.
Claro que Juvenil não irá declarar as quantias advindas de desvio da ALEPA. KKKK
            Atentem também agora para o que os honoráveis candidatos almejam gastar durante a campanha eleitoral:
·         O Ex-menino-pobre (Claudomiro): Gastará um máximo de R$ 3.000.000,00
·         O Sudanzeiro (Délio): Gastará no máximo R$ 5.000.000,00
·         O Ditador (Juvenil): Disse que gastará no máximo R$ 1.200.000,00.
Pra mim todos esses aspirantes ao poder executivo, dariam ótimos comediantes. Mas, tem um que já está pronto pra encarar o mundo da comédia: Juvenil – o nosso Ditador- Todos no mundo da política, sabe desde as últimas eleições em Altamira, que vereadores gastaram R$ 1.000.000,00 para se eleger, que dirá um candidato a prefeito.
Eu sei que os que irão ler este teste dirão: ‘esse cara tem marcação com Juvenil, porque ele dá sempre destaque a ele’. Pelo amor de Deus não pensem isso de mim (kkkk). Mas convenhamos de todos os números declarados os mais esdrúxulos é o do nosso Honorável Bandido, digo Juvenil. Kkkk
Uma coisa é certa caros leitores, o circo está armado, e as piadas são todas muito apelativas...
Por João Fernando

sábado, 21 de julho de 2012

Conversa de Bastidores: Dânica montará casas de placas para Atingidos de Belo Monte


Dânica, a maior terceirizada do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), será uma das empresas responsáveis pela construção das casas dos Atingidos Por Belo Monte. E como, já diziam os Movimentos Sociais contrários à obra, as casas serão de placa (pré-moldada).
Até aí, nenhuma novidade e sim uma constatação...
A empresa que foi a responsável por montar as salas improvisadas nas escolas que estava e ainda está em reforma, é especialista e montagem de pré-moldados.
Dânica também é a responsável por montar os alojamentos dos trabalhadores nos canteiros de obras de Belo Monstro.
Desde o principio, foi denunciado o modo como seriam feitas as novas moradias dos Atingidos, e todas as empresas nas fases de estudos, quanto a Norte Energia, depois de feito o leilão, negava como que as casas seriam de placas.
Por João Fernando

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MPF e MP do Pará processam o grupo Rede para garantir fornecimento de energia à população

O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado do Pará iniciaram processo judicial contra a Rede Celpa S.A, a Rede Energia S.A, a União e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para que sejam obrigados a garantir todos os investimentos necessários para a prestação do serviço de distribuição de energia elétrica no Pará. O MPF quer ainda que os entes processados sejam responsabilizados pelas despesas da Celpa que possam atrasar por causa da recuperação judicial da concessionária, para evitar qualquer interrupção no fornecimento.

Depois da recuperação judicial pedida em 2012, a Celpa se tornou a pior concessionária de energia do Brasil. E o MP teme que as coisas piorem ainda mais. O pedido de recuperação vem sendo marcado por reclamações de credores que não estariam sendo pagos corretamente. São fornecedores independentes de energia, terceirizadas e funcionários que, sem receber, podem interromper o fornecimento de eletricidade em regiões do estado que não fazem parte do sistema interligado, por exemplo. 

O MP já recebeu denúncias de várias regiões do Pará nesse sentido, relatando interrupções inexplicáveis no fornecimento, oscilações com picos de energia repentinos, envio de contas de energia elétrica para endereços errados nas comunidades rurais, falta de manutenção da rede de distribuição e cobranças absurdas ou abusivas. Para o MP, nada disso pode acontecer. 

O procurador da República Bruno Valente pediu à Justiça Federal que a União e a Aneel, por terem se omitido diante dos sinais evidentes de degradação dos serviços prestados pela Celpa, sejam obrigadas a assegurar a continuidade da distribuição de energia, assumindo a responsabilidade como credora por débitos de despesas correntes da Celpa. 

O procurador pediu também que a Aneel apresente, no prazo de 30 dias, um estudo apontando quais investimentos são necessários para que a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica no Pará atenda as metas mínimas de qualidade estabelecidas. O caso será julgado pela juíza Carina Catia Bastos de Senna da 1ª Vara Federal em Belém.

Efeito dominó - Para o MP, a responsabilidade pela situação da concessionária de energia do Pará – privatizada em 1998 – é da própria Rede Celpa S.A, de sua controladora Rede Energia S.A e da União, através da Aneel, que não foi capaz de corrigir as falhas de gestão que levaram à grave condição atual: a empresa está em recuperação judicial e fornece o pior serviço entre todas as concessionárias do país.  

Os problemas da Celpa começaram a se agravar, segundo a investigação do MP, em 2003, quando foram iniciados empréstimos da empresa para outras do Grupo Rede, também controladas pela Rede Energia, “chegando-se, em 2006, ao pico de R$ 753 milhões de créditos da Celpa, os quais passaram a ser pagos a partir de 2007, com quitação total em 2010”. 

“Nestes anos em que a Celpa esteve descapitalizada em razão de empréstimos realizados a outras empresas do grupo surgiram débitos de grande monta, como a perda, em 2004, de ação judicial no valor de R$ 370 milhões (Plano Bresser) e o reconhecimento, em 2006, de débitos tributários de R$ 415 milhões”, narra a ação judicial. 

Por conta da crescente descapitalização, nesse mesmo período a Celpa passou a cortar recursos para investimentos no estado do Pará: deveria ter investido R$ 659 milhões na distribuição de energia em território paraense, mas investiu apenas R$ 280 milhões, 57,5% a menos do que estava previsto. 

O efeito dominó da péssima gestão da Celpa não parou aí. A falta de investimentos teve como consequência um severo aumento das perdas não-técnicas – rigorosamente, energia desperdiçada -  que passaram de um déficit de R$ 3,5 milhões em 2003, para R$ 65,3 milhões em 2010. E também ao descumprimento sistemático das metas de qualidade impostas pela Aneel, o que multiplicou as compensações pagas pela empresa aos consumidores de R$ 0,4 milhões em 2003 para R$ 82 milhões em 2010.  “Portanto, resta claro que a baixa qualidade do serviço prestado atualmente decorre de culpa da própria empresa, ante às desastradas atitudes tomadas durante sua gestão”, afirma a ação judicial.


Fonte:Site MPF

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Dizem por aí...Eleições em Altamira


O Ditador (Juvenil) num ato de desespero apelou para o tapetão...Resolveu entrar com uma representação na Justiça Eleitoral para impugnar  a candidatura de João Batista (O Sectário), candidato a vice de Claudomiro Gomes.
Pelo amor de Deus, não estou criticando o Ditador porque resolveu atacar no tapetão, estou apenas chamando a atenção para o óbvio: Juvenil sabe que chegará no auge da campanha em segundo lugar, e adivinhe quem estará em primeiro? Isso mesmo, o Ex-menino-pobre, cujo vice é o Sectário (João Batista).
Isso já aconteceu antes. A popularidade de Juvenil é sustentada em areia.
João Fernando

Eleições 2012 em Altamira 3: O novo sujeito


Nas eleições altamirense sempre teve um grupo disputadíssimo por todos os candidatos: o funcionário público municipal.
Esse público além de ser concorrido, sempre foi capaz de ajudar na formação de opinião dos demais eleitores, pois o trabalhador público municipal fazia parte do termômetro dos anseios de toda a cidade: Indicava o tratamento do prefeito(a) com os servidores.
Prova disso, que nos oito anos de governo da Dona Prefeita, ela nunca fez concurso, pra manter cativos 80% dos funcionários da prefeitura. Fazia prisioneiros funcionários, família e amigos. Não é atoa que se reelegeu, boa parte de quem votou nela na verdade só queria defender o pão-de-cada-dia.
Lembro-me que em frente uma das secretarias que mais emprega, a de educação, formava-se filas imensas de homens e mulheres atrás de um emprego. Alguns sem qualquer esperança por que não tinha indicação de nenhum vereador, da Senhora Prefeita, ou de qualquer outro fanfarrão que esboça autoridade aliado dos oligarcas que estão no poder.
Pois bem, com a vinda de Belo Monstro, surge um novo sujeito: o operário.
Há que já tenha notado a presença desse elemento no jogo como um ser de grande importância para o resultado final das eleições. Para os tolos, nada diferente.
Boas partes dos operários que estão trabalhando na obra da barragem transferiram o título para Altamira. Pergunta-se: qual o compromisso dessa pessoa com a cidade? Será que de fato dará um voto de consciência?
Dizem à boca-pequena que estes sujeitos servirão de barganhas em negociatas entre candidatos e empresas. Por isso em postagens anteriores foi dito por esse mero observado que, a Senhora Norte Energia terá papel importante nas eleições 2012.
Por João Fernando


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Governo Federal desrespeita os direitos dos atingidos por barragens


Em carta, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) denuncia o retrocesso na regulamentação do decreto que estabelece o cadastramento dos atingidos por barragens. O Governo cedeu às pressões das corporações transnacionais do setor elétrico e regulamentou um texto que desrespeita os direitos dos atingidos

Leia o posicionamento do MAB e entenda o que está em jogo:
A Portaria Interministerial nº 340 de 1º de junho de 2012, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 4 de junho,  com a função de regulamentar decreto nº 7.342, de 26 de outubro de 2010, assinado pelo ex presidente Lula, é um retrocesso. Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), essa medida significa anular o decreto e mais uma vez desrespeitar os direitos mínimos das populações atingidas por barragens.
O decreto, que estabelecia o mero direito dos atingidos por barragens de serem cadastrados, significava uma conquista. Porém, o Governo Federal, através do Ministério de Minas e Energia, cedeu às pressões das corporações transnacionais do setor elétrico e regulamentou um texto que, para os atingidos por barragens, representa na prática invalidar o decreto e mais uma vez não tratar de forma séria, com políticas de estado às populações atingidas, repetindo os erros dos últimos 30 anos do setor elétrico.
De acordo com a Portaria Interministerial, o cadastro dos atingidos vai ser terceirizado às empresas privadas, transformado em mais um negócio. As empresas que farão o cadastro são as mesmas que  são donas de barragens. Ou seja, o cadastro será feito sem nenhuma idoneidade. O MAB defendia que o cadastro fosse feito pelo Estado, como o próprio decreto estabelecia, como maneira de evitar distorções, uma vez que as empresas, na lógica do lucro, têm interesses contrários à garantia dos direitos dos atingidos.
Além disso, a regulamentação alterou o prazo de elaboração do cadastro. O cadastramento deverá ser feito "preferencialmente antes da concessão da licença prévia", mas pode ser feito durante a construção ou, até mesmo, momentos antes de fechar o lago da usina. Isso significa reproduzir o que já vem sendo feito pelas empresas do setor elétrico, ou seja: termina-se a construção da barragem, e não se sabe quantas pessoas e famílias são atingidas, como mostram os casos recentes das usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, ou de Estreito, em Tocantins.
O decreto é uma lei conquistada em 30 anos de luta e garantia o direito dos atingidos serem cadastrados quando as  barragens forem construídas. É evidente que o cadastro não significa automaticamente ter direito a reparações. Porém com na regulamentação, o Governo impôs que o cadastro "não gera direitos e nem obrigações". Para o MAB, estes argumentos não precisariam ser explícitos, já que o contrário também não consta. Ao afirmar isso, fica clara a intenção prévia de negar e não reconhecer os direitos dos atingidos.
 Além disso, os atingidos terão que comprovar sua condição.  Para serem cadastrados, terão que provar, através de um conjunto de documentos, que são atingidos por uma suposta futura hidrelétrica. Para o MAB, isso é absurdo. Como provar que são atingidos se a hidrelétrica ainda não foi construída, e se a população atingida sequer sabe onde vai chegar a água do futuro lago?  O cadastro não tem este objetivo de provar se somos ou não atingidos, até porque isso não é possível na fase inicial da obra. Se fossem respeitados os termos do decreto, o cadastro seria um registro público, com o objetivo de fazer o levantamento da população.
Outro aspecto criticado pelo MAB é que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) será o órgão responsável por dizer qual a responsabilidade da concessionária frente ao cadastro. Para o Movimento, a ANEEL não é uma agência neutra e nem meramente técnica e, historicamente, tem atuado para atender aos interesses das empresas privadas.
Da aprovação do decreto outubro de 2010 à divulgação da portaria que regulamenta o mesmo, passaram-se um ano e oito meses, Durante este tempo, o MAB havia manifestado inúmeras vezes publicamente a preocupação com a possível armadilha que estava sendo criada, para novamente atender somente os interesses das empresas privadas do setor elétrico. O Movimento, inclusive, havia registrado por escrito os riscos e os artifícios que o Ministério de Minas e Energia planejava para destruir o decreto presidencial criado pelo então presidente Lula, que garantia o direito das populações atingidas serem cadastradas antes da construção de uma barragem.
Para a Coordenação Nacional do MAB, este é mais um golpe das empresas privadas do setor elétrico, com o consentimento do Estado e do Governo, através dos ministros de Minas e Energia, do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, do Desenvolvimento Agrário e da Pesca e Aquicultura, que assinam a portaria interministerial. Isso demonstra que o Governo, mais uma vez, atende à pauta das empresas. Dessa forma, a dívida histórica do Estado brasileiro com as populações atingidas continua sendo acumulada e os direitos dos atingidos continuam sendo sistematicamente violados.
Coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Fonte: Site MAB