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"Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros". (Che Guevara)
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Norte Energia, Seu Nome é Terror


Depois da enorme surpresa (sim meu caros, a Senhora Norte Energia, com toda sua dinheirama não esperava por essa decisão do Tribunal) oferecida pelo TRF1, ao embargar a obra de Belo Monte, a concessionária dona da Obra apela pela tática do TERROR!
Hoje (17/08), em uma nota publicada em seu site, a Norte Energia, faltou dizer que o mundo entrará em colapso se Belo Monte não continuar sendo construída, e aí discorre um monte de mentiras, veja algumas:
1.       Diz respeitar a Constituição e legislação ambiental;
2.       Respeita os Povos Indígenas;
3.       As obras só iniciaram depois de cumpridas todas as exigências legais (acreditem, esses três pontos estavam num único paragrafo de três linhas).
4.       Reafirma que nenhuma terra indígena será afetada;
5.       Insistem em dizer que os indígenas foram consultados;
6.       Exalta-se pela realização das Audiências públicas;
Não preciso de muito argumento pra desfazer esse discurso fraco e mentiroso, é só lembra-los que a obra foi embargada justamente por falta do cumprimento dos pontos 1 e 2 citados acima.
Dizer que Belo Monte só começou a ser construída depois das exigências cumpridas é o cúmulo da mentira! Até hoje as condicionantes estão por serem cumpridas. Alunos e professores colocados num forno que chamaram de sala de aula. O novo Hospital Municipal até hoje continua no sonho da população, porque o que temos não suporta atender a população de Altamira. O Trânsito é um inferno. O aluguel, a questão da moradia é uma situação de calamidade, pais de família tiram do pão pra pagar os aluguéis a preços astronômicos.
Quanto as Audiências Públicas! Encenação, só isso. O Povo foi lá em peso, questionou o projeto, disse NÃO, e mesmo assim chegou no estágio que está.
Depois de repetir as mentiras que já soltam diariamente, discorrem sobre o CAOS causado pela paralização de Belo Monte:
1.       A paralização de Belo Monte trará consequências irreversíveis à matriz energética brasileira;
2.       Interrupção de investimento de R$ 3 bilhões previstos em 117 programas do Projeto Básico Ambiental (PBA);
3.       As administrações municipais, estaduais e federais sentirão  as consequências em suas arrecadações, já que no recolhimento de impostos e de encargos, da ordem de R$ 45 milhões/mês, relacionados à obra de Belo Monte terão de ser paralisados;
4.       Demissão de 20 000 trabalhadores ligados à obra.
Sinceramente, lendo a Nota, em um dado momento pensei em está lendo o livro de Apocalipse. É o fim do mundo e ninguém me avisa!?
Eu me pergunto, e certamente todas as outras pessoas sensatas se perguntarão: essa cambada de engenheiros passam um tempão da vida dele numa cadeira de Universidade pra citar numa Nota somente como fonte de energia as Termoelétricas? Ah, vão catar coquinho... Tanta fonte de energia limpa, eólica, solar. De fato elas têm um defeito: não rende tanto lucro às empreiteiras, e barrageiros de plantão.
No tocante aos impostos, a própria Prefeitura de Altamira entrou na justiça pra receber os impostos sonegados pela construtora da barragem (CCBM), e a Norte Energia comprava seus materiais fora do Estado, quando o contrato inicial era comprar no Pará.
Em relação aos investimentos do PBA, o mais importante para o povo nunca foi apresentado: a moradia.
Já as demissões são de causar pesar. No entanto, um país no porte do Brasil, não pode ser refém de um único modelo de geração de emprego. Somo uma região com grande potencial produtivo, capaz de gerar muitos postes de emprego. Nunca gerou porque a intenção era criar um estado de miséria para forçar a aceitação da  barragem pela população.
Norte Energia, não será implantando o terror na mente de todos que conseguirá reverter a situação, os crimes contra os povos indígenas, contra Altamira, contra o Meio Ambiente.


Por João Fernando

sábado, 21 de julho de 2012

Conversa de Bastidores: Dânica montará casas de placas para Atingidos de Belo Monte


Dânica, a maior terceirizada do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM), será uma das empresas responsáveis pela construção das casas dos Atingidos Por Belo Monte. E como, já diziam os Movimentos Sociais contrários à obra, as casas serão de placa (pré-moldada).
Até aí, nenhuma novidade e sim uma constatação...
A empresa que foi a responsável por montar as salas improvisadas nas escolas que estava e ainda está em reforma, é especialista e montagem de pré-moldados.
Dânica também é a responsável por montar os alojamentos dos trabalhadores nos canteiros de obras de Belo Monstro.
Desde o principio, foi denunciado o modo como seriam feitas as novas moradias dos Atingidos, e todas as empresas nas fases de estudos, quanto a Norte Energia, depois de feito o leilão, negava como que as casas seriam de placas.
Por João Fernando

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Belo Monte: A Usina Modelo


O Ex-presidente Lula falou que Belo Monte seria um modelo de Construção de Barragem a ser seguido nos futuros projetos hidrelétrico. É importante ressaltarmos que Lula falou o mesmo da Barragem de Estreito na divisa de Tocantins com Maranhão, pois para o ex-presidente o Consórcio construtor de Estreito teria tratado os atingidos de maneira respeitosa, o que ele não sabia é que os moradores da região acumulavam reclamações contra o consórcio, pois o mesmo só teria gerado a pobreza da região.
Aqui os demando começaram foi cedo, primeiro com a expulsão dos trabalhadores Ribeirinhos, pois as indenizações na maioria dos casos foram abaixo do valor da terra, não deram a essas pessoas a continuidade de continuar trabalhando com a agricultura em outro lugar.
Na cidade segue os mesmos passos, até agora os atingidos na sabem para onde irão quando tiverem que sair de suas casas, mas a empresa já está perguntando qual a forma de indenização o morador prefere. Como alguém vai escolher o dinheiro se ainda não se sabe o valo da casa, se vai dá para comprar outra; ou como escolher outra casa se não se sabe onde vai ser a nova casa, se terá todos os aparelhos sociais por perto.
Em relação ao tratamento aos trabalhadores, o nível de exploração e repressão é superior à todas as outras construções de barragem já realizadas. Não é por menos que já estamos presenciando a segunda greve dos trabalhadores do Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM) neste mês de novembro. Só para ilustrar um pouco do que estou falando, na Barragem de Jirau o valor pago a cada funcionário pela cesta de alimentação é de R$ 120,00 (Cento e vinte reais), aqui estão pagando míseros R$70,00 (setenta reais). O valor pago pelas horas-extras a diferença é de R$1,00, isso sem falar que o tempo que cada trabalhar fica dentro do transporte indo e voltando do trabalho deve ser pago e até agora não foi pago a nenhum trabalhador.
Durante a primeira greve dos trabalhadores, como resultado foi a demissão massiva dos grevistas, foi um recado claro do consórcio a todos os outros do resultado de quem ousar reivindicar por melhores condições de alojamento, salário e trabalho. Os funcionários demitidos foram escoltados pela polícia até a cidade de Anapu para que não houvesse denúncia aos órgãos trabalhistas.
Um dos pontos de pauta dos operários é a BAIXADA, que é  retorno às cidades de origem a cada três meses, esse acordo foi firmado na hora da contratação e agora a CCBM não quer cumprir sua parte. Outras reclamações também como desvios de função, assédio moral, más condições de trabalho e transporte, comida estragada também fazem parte da pauta.
Segundo os trabalhadores vários companheiros de serviço já adoeceram por conta da água suja que é colocada para beber, e pela comida muitas vezes servida estragada. Os trabalhadores estão em situação análoga à de escravidão.
Esse é a Barragem Modelo que o Lula falou! Não importa quão cheia de boa intenção esteja o governo, enquanto vivermos nessa sociedade capitalista, os direitos da classe trabalhadora sempre será subtraída em prol do lucro exacerbado da burguesia. Espero que Belo Monte seja modelo de organização popular, que homens e mulheres se levantem para garantirem seus direitos mostrando quem de fato é maioria e quem de fato detém do poder.
Por Maria Fernanda Linhares

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Notas de um Observador 7: Atingidos direto ou indireto?


Acompanhando a questão de Belo Monte, fui me apropriando de alguns conceitos, onde o fundamental foi o de atingido. Para o Movimento dos Atingidos Por Barragens, o conceito de atingido vai mais além do que as pessoas que serão expulsas pelo lago formado pela barragem, levam em consideração a interrupção das relações sociais, culturais e econômicas. Mas historicamente, nas construções de barragens no Brasil, as empresas têm negado o direito aos atingidos pelo lago, imaginem os que são impactos nas relações sociais culturais e econômicas, como devem ter ficado essas pessoas.
Pois bem, andando e conversando com algumas pessoas pela cidade de Altamira, tenho observado como essa barragem já tem atingido algumas categorias.
Comprei  alguns tijolos para fazer uma área aqui em casa, no ato da compra puxei conversa com um oleiro, um senhor muito distinto. Ele me falava como está difícil trabalhar, produzir os tijolos, por falta de mão-de-obra, pois os trabalhadores que lhe ajudavam foram se empregar na CCBM.
Aí me lembrei do meu compadre José, ele é marceneiro. Liguei pra saber se ele também estava com dificuldade pra conseguir trabalhador. Ele me falou que não estava tendo problemas porque a marcenaria dele é um negócio estritamente familiar, seus ajudantes são seus filhos, mas que conhecia gente que estava prestes a fechar a marcenaria porque não tinha ajudante para garantir a produção necessária do estabelecimento.
Observando com mais calma, vi realmente que as pessoas no qual eu já estava acostumado a me relacionar no mercadinho da esquina de casa, do açougue não estão mais lá. O pequeno comerciante, os oleiros, os marceneiros e tantas outras categorias estão sendo impactados por Belo Monte. Alguns deles a água do lago não vai nem chegar perto de casa, mas estão sendo afetados pela obra.
Essas pessoas são impactadas diretas ou indiretas? A Norte Energia vai criar um programa de compensação à todas essa categorias?
Por João Fernando